quarta-feira, 27 de abril de 2011

Crítica ao Discurso: A paz mundial - Woodrow Wilson


Thomas Woodrow Wilson, 28º presidente dos EUA buscou sempre a paz sendo assim, adversário árduo da primeira guerra mundial, e enquanto pôde, manteve sua neutralidade com fins de intermediar sempre que possível, negociações de paz.
E em seu discurso, muito belo por sinal, ele trás motivos emocionais como suficientes para que uma paz seja estabelecida entre os países, trazendo então 14 pontos que pretende prevenir o ressurgimento dos motivos que tinham trazido o conflito mundial. Seu discurso foi proclamado em 8 de janeiro de 1918.
Seu sentimento nacionalista é lindo visado para o povo americano, assim como seus objetivos são maravilhosos visado para a paz mundial num mundo SEM qualquer tipo de competitividade, ou seja, totalmente inviável em sua época e em sua situação. Claro, o presidente tinha suas ideologias, já conhecidas por atos antigos, pacifistas onde justificam seu pensamento, mas num mundo em conflito, falar coisas bonitas não são tão efetivas quanto mostrar detalhadamente os motivos dos quais seriam inviáveis a presença de uma guerra nos países europeus.
Acredito que suas intenções de paz iam além disso. Era notável a sua presença no congresso, tendo o título como presidente, mas o interessante é que em sua época, ser presidente merecia uma atenção maior, e que com isso, ele fez exatamente o que seria suficiente para ser 'imortalizado' pelo seu discurso.
Como assim?
No meio de conflitos, ele lança, seguindo sua ideologia, um discurso totalmente utópico, trazendo soluções claramente prejudiciais economicamente- num mundo capitalista-, e utópicas. Acredito que em sua posição seria no mínimo interessante ele abrir mão dessa beleza e pura política e mostrar fatos concretos convicentes. Ou seja, ele fez um discurso não para apenas mostrar pontos positivos para manter a paz entre as nações, mas sim para que, no meio dos conflitos, o seu discurso se tornasse eterno, demonstrando sua coragem ao citá-lo.
Ele fez algo notável, claro, mas se quisesse realmente a paz, faria diferente.
Dentro de seus ideais, foi interessante, discurso curto, simples e objetivo, porém é bem mais provocativo do que na busca por soluções, é também importante visar que seu ato de 'coragem' é importante para futuras ações, sendo então fonte para inspirações, impulsionando também futuras atitudes diplomáticas. Mas ainda assim, não muda a ideia de que poderia ter falado diferente, e visado para uma parte econômicamente viável dentro de uma guerra.
É claro que uma guerra trás muito dinheiro e para um país com condições sua interferência é altamente viável, e assim foi feito como o plano Marshall,por ser certeza de que o país ficaria muito rico.  Então acredito que Thomas deveria buscar situações onde não são viáveis na forma econômica e depois, mostrar seu sentimento e ideologia pacifista. Tendo assim uma probabilidade de aceitação muito maior.
Um exemplo de um cara de "atitude" foi Helmut Kohl, (chanceler da República Federal Alemã em 1982) onde buscou em um meio muito mais conflitante, na segunda guerra, a reunificação alemã.

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