domingo, 17 de abril de 2011

Felicidade


Acredito que a felicidade está intimamente relacionada à liberdade, onde essa proporciona a outra. Acredito que quanto mais livre você for, mais feliz será e assim de forma proporcional, ou necessária. Sendo assim, sua consciência livre de vícios ou qualquer necessídade 'desnecessária'. Ser livre da consciência moral, ser livre das regras, ser livre das frescuras, ser livre para pensar e para falar, e livre de vícios.
Não acho viável viver em função de algo onde torna disso um vício, do qual você espera muito mais, além do que, viver em função da liberdade também não é viável - pra ter uma noção da complexidade. O importante é não ficar vivendo na função de uma coisa, ou de várias, ou de nenhuma, é bom saber dosar, medir, sentir, entender e compreender.
Após isso, você provavelmente verá que tudo o que vier é lucro, e não uma necessidade, e sim algo a te complementar, e assim entenderá as coisas mais simples, e verá que as complexas são mais simples do que você pensava. Não terá tantas preocupações quanto antes, simplesmente uma visão de mundo totalmente diferente.
A liberdade dos conceitos morais são importantes e podem proporcionar felicidade, mas não é porque você se torna independente que você deva viver na função disso, agindo desta forma a qualquer maneira. Com isso, acredito que vem a ideia de direito e dever vinda dos outros, pois vivemos num mundo interpretativo das relações pessoais. Nesse mundo a liberdade absoluta, onde você é livre de todas as coisas é impossível, pois tudo é um ciclo e um corpo complexo onde a necessidade é importante, e ser livre absoluto é não ter necessidades. Sejam sociais, sejam físicas, biológicas.
O mais certo a dizer é que quando somos felizes é quando aprendemos a viver sem funções necessárias, sem vícios, você faz o que quer, e tem a opção de não fazer, assim como a oportunidade dessa, sendo assim, no mínimo duas escolhas, e levando em conta também a consciência ética, mesmo tendo noção das funções dessa.
O importante é levar a vida por vários aspectos e várias interpretações, seguindo assim, a ideia de não viver em função de uma. Esta liberdade proporciona a felicidade.

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