quarta-feira, 22 de junho de 2011

segunda-feira, 20 de junho de 2011

estudo de redação

Domingo
Atolado no sofá, se encontrava com o controle preso à mão e pêndulo encostado na coxa. Era vestido por roupas sujas por molho, comida e talvez manteiga. Cansado na troca incessante de canal, hesitou em levantar, que o fez com dureza, na busca da permanência da inércia. Olhou para seu objetivo: a geladeira; que se encontrava no outro cômodo, a pouco mais de cinco metros, e relutou contra sua vontade, e por pouco esforço jogou o controle remoto no chão, dando a entender que isso também o motivaria a algum movimento.
Levantou-se com muito pesar, agarrou o controle, colocou-o sobre a televisão e segui em direção à cozinha, que agora estava mais perto, porém a preguiça do mais cansado andarilho abateu-se sobre ele. Era domingo.
Arrastando-se e apoiando-se nas paredes passou pela porte, abriu a porta da geladeira, e com isso, lutou por sua cerveja. Ao fechar, encaminhou-se até o armário e buscou por algo, que ao encontrar com sua mão direita, chacoalhou, então pegou o salgadinho. Agora mais animado.
Abriu a cerveja e observou o gás que saiu -como quem ficasse há tanto sem ver ou ouvir tal situação-, deu o primeiro gole ainda na cozinha, e agora andando de forma natural seguiu para o sofá, antes pegando o controle sobre a televisão. Com movimentos animados deixou sua cerveja na cadeira encostada próximo ao sofá e deu um salto, do qual caiu perfeitamente sobre este, e que como quem sente prazer, pegou a cerveja para contemplá-la. Trocou de canal, que ali permaneceu, deu um gole, abriu e começou a comer os salgadinhos.
Era domingo.

domingo, 19 de junho de 2011

estudo de redação

Rotina
Sentado no ônibus a espera do poste. Já concentrado em assuntos familiares como a separação e os problemas com a criança, a aflição do poste me trazia à mente assuntos ainda mais peculiares, como o meu desenvolvimento na empresa, as vendas que consegui, a cota atingida. E o poste não passava.
Preso nas lembranças do serviço lembrei da estagiária, a novata de uma semana atrás -o poste passou.
Imediatamente me levanto, preso na sensação de calor e sufoco que acompanha a rotina do ônibus, apertei o botão para descer. O ônibus ainda incessante avançava a avenida trêmula que com pouco esforço empurrou a todos à direita, que para mim, abriu uma brecha, ainda apertada, para chegar ao fim do corredor.
Agora eu só me concentrava nisso, passo a passo fui vagando entre pedidos de desculpa e licença que me permitiram passagem. Com a perna presa consegui chegar até a porta, que abriu assim com minha chegada, sendo obrigado a sair, impulsionado pelos outros viajantes.
Sai do calor, sufoco e suor para o vento que me arranjava o rosto e trazia a brisa seca e fria ao meu corpo. Voltando para as preocupações, lembrando da esposa ou mesmo ex-esposa com o futuro filho - e que agora o poste tornou-se passado-, centrado na família fui caminhando em torno da esquina, na busca de poder ver a rua por inteiro, assim que entrasse nela. Inevitável. Num tropeço, a perda de equilíbrio me jogou diante do carro estacionado, consegui por pouco me segurar para não cair e assim me impor novamente, tudo em uma questão de segundos.
Já estabilizado continuei a caminhada, agora com os pensamentos voltados ao incidente que ocorrera e na roupa suja que o sereno e o carro me trouxe ao cotovelo. Num gesto inútil na busca de limpar o cotovelo, segui a rua. Toda a atenção agora era para o incidente e suas justificativas racionais, e por um instante, não sei porquê, já distante do local próximo a esquina, procurei o nome do carro na memória. Qual era o nome? A cor eu lembro, era um branco sujo, mas a marca? E o fabricante? Inútil.
-Para que se preocupar com a marca do carro? -sussurrava enquanto insistia limpar o cotovelo.
E assim houve sua mínima distorção rotineira.

sábado, 18 de junho de 2011

Tema de redação: Machismo

A estatística estatal é falha
Apesar da incontestável situação de submissão forçada das mulheres com os homens, podemos dividir situações do específico pro amplo, e que ainda assim, mostrando a referência do preconceito.
 No dia-a-dia sabemos de notícias sobre violência causadas por homens que sentem-se donos de suas amantes, entre outras, e podemos notar o pensamento desses que as ferem. Porém não é com isso que podemos garantir o machismo e sua visão de uma forma generalizada, claro que há pontos, mas estes ainda não são suficientes, por isso precisamos de um olhar aberto para que possamos analisar com cautela. Estamos buscando algo que afete-as de forma geral, não por homem, mas por todos, e mesmo que alguns não aceitem, estes se tornam obrigados a tal.
 Podemos enxergar tal visão quando buscamos a explicações sobre o salário reduzido dado às mulheres, assim como os valores estatísticos quando nos referimos ao empreendimento destas nas atuais empresas. Dando resultado de poucos empregos, e pouco salário. O julgo desta situação pode ser dado com facilidade, porém suas soluções são bem contrárias a isso, trazendo complicações devido à explicações sobre impostos que são especiais, por exemplo, no período de gravidez, onde a empresa é obrigada a continuar pagando e ao mesmo tempo, contratar outro funcionário, que, com os altos impostos, chega a um prejuízo de 200%, variando das contratações.
 É claro que isso é um dos fatores que justificam a falta de empregos notáveis para as mulheres, usando várias desculpas que hoje não são mais cabíveis, e que, portanto podemos ver que todos os argumentos usados são de caráter preconceituosos, pelo simples fato de que todo tem a visão atual, sem parar pra pensar no futuro próximo.
 Os alto custos dado às mulheres são equiparados com os dos homens, porém há uma diferença. O custo das mulheres são irreversíveis, tendo aparentemente todas as mulheres sujeitas a ele, já o dos homens, não, mas que este é causado por falhas estatais -como a prevenção de doenças-, coisas que podemos julgar automáticas vinda dos homens -devido a sua proporção-, como o consumo demasiado do alcool e suas consequências, o consumo do cigarro e todas as outras variações com dados estatísticos que sejam superiores ao das mulheres.
Com isso em prova, podemos ver que o custo estatal é equivalente e que argumentos dados são irrelevantes para a situação comparativa atual. Precisam, antes de julgar, analisar, compreender e agir de forma adequada, buscando então a igualdade dos valores tanto para homens, quanto para mulheres.

(não achei essa redação suficiente)

sexta-feira, 17 de junho de 2011

A dança da águia



Olhe para as montanhas
no céu limpo com nuvens claras!
Olhe para as montanhas
no pico branco e escuro!
suba com o vento e sinta o fio
que traz o rastro pras nossas direções
o campo ao longe, verde eu vejo
o pássaro mais rápido destas regiões
olhe para a montanha
e siga suas penas!
olhe as colinas
e seu verde tão lindo
modelando o vento ele vem
trazendo equilíbrio
olhe para o céu!
olhe para o chão
no rio agora, ele chegou
no fio de prata se desfaz,
uma águia veloz ela é!
quando de longe,
só é possível vê-la de pé!

Insatisfação com algumas coisas.

Hoje caiu pelo entendimento algumas coisas bem interessantes, que já era de se ter notado, enfim. Ônibus lotado, influencia a compra de carros, que influencia o rápido desgaste do asfalto que influenciam os investimentos privados. O que o governo gasta com isso? Muito menos do que deveria. O que ele ganha? Muito além dos impostos, ele corta gastos.
Corta gastos do ônibus que deveria estar rolando a mais, dos seguranças nos metrôs que são privados, e que podem ser demitidos a qualquer instância, assim como o lucro do corte de gastos que provém do investimento externo -privado- para corrigir as estradas. Com o investimento e a melhoria nas ruas, há a melhoria no bairro e sua valorização e o imposto além de poder ser pago, é capaz de sofrer alteração -aumentando-.
A penalização das indústrias não são altas pois o governo depende-as, e mesmo com a diminuição dos impostos por causa do auxílio privado o corte de gastos compensa e podendo até fazer com que suas consequências superem os possíveis lucros.
 Sem gastos, sem responsabilidade -se der algo errado, o governo apenas escolheu mal, mas não fez a obra errada, deixando os profissionais públicos livres, tornando-os leves de culpas.-, apenas armazena o valor adiquirido.
 Aumentando, com a valorização da indústria o dinheiro, fazendo o correr, causado pelo stress -causado- pela insuficiência de conforto, e pela pressão midiática, as pessoas aqui servem como escravas -ainda.
AHHHHHHHHHHHHHHHHH!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

A etiqueta comum.

 Engraçado como a educação esconde sentimentos. Assim como várias outras atitudes difundem sentimentos íntimos de onde acredito ser de máxima importância expô-los. Como um -desculpa-, ou mesmo -perdão-, vindo de um simples encostar no corredor do ônibus.
 Vindo de um sistema que te obriga a utilização de sua capacidade ao máximo, onde você se torna forçado e ao mesmo incapacidade a agir da forma em que acredita ser certo, dizer um perdão não combina. A falsidade dos gestos se entrepõe muito além disso, sendo apenas uma educação de costumes construída para que não haja o ato esbarrar-se, e quando se esbarra mente. Não estou aqui para generalizar, mas não podemos negar que acontece com muita frequência.
 Percebo a preocupação aos atos falhos com uma importância que para a ocasião não é necessária, e quando demonstra, explode; radicaliza. E que tudo nos pressente algo que, de fato, já era esperado; o que é necessário para o convívio? A mentira de forma cautelosa ou a explosão sincera? Percebem que isso se encontra em muitos outros atos distintos, mas que o sentir, o agir é o mesmo? E o mais absurdo é a tolerância coletiva quanto a isso, onde adestrar-se faz parte, mas o que quero discutir não é o adestramento do bom convívio mas o ato de esconder a insatisfação dos outros aspectos, como um sistema ineficiente para com sua população.
 Mesmo quando isso se torna claro, como consequências já citadas, evitam falar e limitam-se a demonstrar na curva de um olhar, num singelo movimentar de dedos, na boca trêmula ou até -em seu limite- no escorrer de uma lágrima, mas falar? Por quê? Há realmente a necessidade? Pelo amor!
 Vamos agir de forma sincera com os outros e vamos descobrir o que nos move a tais atitudes, e solucionar os problemas -da raiz-. Porque sermos educados com os outros se não somos conosco?
 Há quanto tempo escondemos pensamentos através da etiqueta de que nada nos serve? Será que se deixarmos isso - a tão aclamada etiqueta- um pouco de lado conseguiríamos melhorar a vida em comum? Por que não sermos mais sinceros então?